sexta-feira, 22 de junho de 2007

A Plataforma Política da UDT


Conclusão

A Mentira Política, o 5º inimigo


Nos dias que hoje se vivem em Timor, a mentira política tornou-se vulgar. Surge como uma forma normal de estar, bem tolerada, grande parte das vezes incentivada, alimentada por quem se serve dos fracos para atropelar os outros, marginalizar o próximo e se perpetuar no Poder.
Os vícios identificados em 2001, continuam actuais. Nada melhorou. Pelo contrário, o campo para a mentira tornou-se mais fértil!
Na Plataforma Política da UDT, a Mentira Política constitui o 5º inimigo a abater do quotidiano dos timorenses. A demagogia, a hipocrisia, o cinismo, a omissão, o escamoteamento da verdade, a manipulação dos factos, o medo da História (passado) e a cobardia, os objectivos encobertos e falsas promessas são algumas das causas identificadas pela UDT.
A mentira política é a arma dos fracos para atingir um objectivo e mata a democracia!
É possível e desejável varrer da forma da vida dos timorenses o flagelo da mentira política, se houver transparência política, verdade, politização do povo, informação, honestidade, integridade moral, respeito.

As CAUSAS

Quando se pretende alcançar um determinado fim sem olhar a meios, utilizando caminhos tortuosos, desrespeitando os interesses do ser humano, do povo, recorre-se à mentira política, um estratagema bem usual nos países governados por ditadores.
O Mentiroso político socorre-se da demagogia, transmitindo habilmente aquilo que sabe de antemão ser do agrado de quem o ouve;
quando pretende conquistar alguém que possa utilizar para seu próprio bem, o Mentiroso Político sem qualquer tipo de escrúpulos, utiliza qualquer arma, porque o que ele pretende é ganhar a qualquer preço, chegar ao objectivo que traçou, atropelando todos para atingir o que quer.
Praticando a demagogia, o mentiroso político recorre à Hipocrisia, fingindo, simulando atitudes ou virtudes que não possui apenas para atingir o fim a que se propõe.
Quando alguém é hipócrita, pode estar muito sorridente ao mesmo tempo que tem uma faca apontada às costas do adversário.
O oportunismo que está naturalmente subjacente a este tipo de atitude do mentiroso político, só é possível quando o mesmo se torna cínico, sem escrúpulos, sem qualquer moral, apenas porque quer atingir o seu objectivo, utilizando descaradamente todas as artimanhas possíveis e imagináveis.
O mentiroso político tem necessidade de omitir, de esconder a Verdade porque, não sendo um ser com ética e honesto, sabe que apenas através da omissão consegue alcançar o que se propõe fazer.
Para além de omitir, o mentiroso político não se coíbe de escamotear a verdade, encobrindo os factos com subterfúgios, dando-lhe a interpretação que melhor sirva o seu interesse de chegar ao fim que pretende.
Ao escamoteamento da verdade, está sempre ligada a manipulação dos factos a que o mentiroso político recorre, engendrando, forjando e maquinando a sua versão da verdade, com o fim de chegar onde pretende.
O mentiroso político tem medo da História, tem medo do seu passado, tem medo de que lhe descubram a careca. Por isso, com maior ou menor naturalidade, utiliza todas as artimanhas para fugir ao tema, para não se falar no passado. É aí que os traços do seu carácter e da sua personalidade se revelam ao começar a mentir, a sua melhor arma para encobrir.
O mentiroso político facilmente se torna um Cobarde, desleal.
A Cobardia é a falta de coragem, de valentia. Um cobarde apenas se arma em "forte" quando está acompanhado por muita gente; sozinho, esconde-se, torna-se um medroso.
Todos estes pontos negativos existem nos seres humanos com objectivos encobertos.
A sua incapacidade para lidar com a verdade, com a frontalidade, leva-os a esconderem-se, a defenderem interesses menos lícitos, encobrindo os seus objectivos reais, mascarando-os da melhor forma que lhes aprouver na altura e que melhor sirva os seus interesses.
O mentiroso político promete mundos e fundos, sabendo que não pode cumprir nada. Promete facilmente tudo aquilo que sabe não poder cumprir, porque é irrealista, mas utiliza como forma de chegar ao que pretende.

As Formas de Combate

Existe outro tipo de ser humano. gente íntegra, leal, capaz de trilhar caminhos difíceis, sem recurso a atitudes indignas, com conhecimento dos problemas e sem virar costas às dificuldades, procurando chegar aos objectivos propostos de forma transparente, com rectidão.
Fazendo política com transparência, explicando o que é necessário fazer, de forma limpa, contando a VERDADE mesmo sabendo que determinada atitude pode não agradar a todos mas com a certeza de que o tempo se encarregará de demonstrar a certeza dos nossos passos;.
Temos de nos empenhar na politização do povo timorense, explicando as vantagens e desvantagens de cada atitude a tomar, procurando transmitir com transparência a ideia chave do que é possível ganhar sem necessidade de andar por caminhos tortuosos.
Um povo informado não deixa iludir-se com palavras fáceis, não deixa enganar-se, mesmo que lhes seja prometido o céu.
Um povo informado, que tenha hipótese de ler, de acompanhar as notícias, seguindo o que se passa no Mundo sabe que não há vitórias fáceis, sabe como defender-se dos mentirosos políticos, conhece as armas que utilizam.
Informando-se, o timorense não se deixará enganar.
Ser igual a si próprio, estar de bem com a sua consciência, sem recurso a atitudes ilícitas, ser escrupuloso, integro, sem procurar renegar os seus princípios, um homem honesto está defendido das manobras que o mentiroso político lhe queira impingir.
A integridade moral dará origem ao respeito.
Todo o ser íntegro é certamente um exemplo a seguir e merecerá o respeito dos outros seres humanos; o cidadão íntegro e honesto é respeitado por todos, como moeda de troca pelo respeito que este cidadão terá pelo seu próximo, respeitando-o como a si mesmo.
O povo viveu durante muitos anos sob um regime que se apoiava na mentira política. Está farto dela!
O povo sabe diferenciar entre um ser humano honesto e um mentiroso político e sabe que apenas com a verdade se chegará à vitória, vivendo em paz, numa democracia plena. Só os fracos se armam de mentiras para atingirem os seus fins políticos, minando, maquinando, matando a Democracia, que é imprescindível para o nosso Timor independente.

Fim

1 comentário:

Mano Fuick disse...

Eimportante que a UDT defenda os direitos de milhares de Timorenses na diaspora em Portugal Australia Indonesia. Em 1999 todos tiveram o direito ao voto. Hoje 5 anos depois da Independencia os Timorenses da diaspora nao podem votar, as suas propriedades continuam por ser entregues mesmo tendo documentacao e ha quem por tras esteja a beneficiar se alugando oa estrangeiro o que nao e seu. O pior ainda sao o bando de advogados de meia tigela a espra para sacar o maximo do cliente sem conseguir depois os resultados prometidos. Por isso tudo a UDT deve ter uma politica de governo clara para por termo a estes abusos e restituir o direito que nos e negado como timorenses. Os outros podem distribuir medalhas aos amigos, amenestia aos camaradas mas a UDT tem que se pronunciar sobre o direito de muitos timorenses na diaspora que tambem lutaram pela libertacao da patria.