quarta-feira, 13 de junho de 2007

O combate à Ignorância

Como segunda prioridade apresentada na nossa Plataforma Política, considerámos o combate à ignorância que, no entendimento da UDT, continua a ser, passados cinco anos sobre a independência, um dos principais entraves ao desenvolvimento do país.
O obscurantismo e a ignorância só interessam a quem pretende perpetuar-se no Poder de forma antidemocrática; é mais fácil controlar um povo ignorante, desconhecedor dos seus direitos de cidadania do que um povo informado, que deles tenha plena consciência.
A ignorância é uma realidade em Timor-Leste e deve-se a razões variadas. A UDT identificou como causas da ignorância que ainda hoje infelizmente grassa no nosso país:

  • Falta de informação
  • Informação errada/enganosa
  • Isolamento individual
  • Dificuldade de acesso a algumas zonas do país
  • Pobreza
  • Medo
  • Deficiente Educação/Ensino (baixo nível de escolaridade)
  • Analfabetismo

Um dos objectivos do Estado consagrado na nossa Constituição visa “promover a edificação de uma sociedade com base na justiça social, criando o bem-estar material e espiritual dos cidadãos” (ver artigo 6º, alínea e), o que exige, desde logo, que sejam observados direitos como, por exemplo, a liberdade de expressão e informação, de imprensa e dos meios de comunicação social, de reunião e de manifestação, de associação, de consciência, de religião e de culto e de participação política (Direitos, Liberdades e Garantias pessoais, CRDTL).
A dignificação do povo timorense passa, necessariamente pelo seu bem-estar social, económico, político e cultural, como aliás o reconhece a Constituição no Título II sobre os Direitos e Deveres Económicos, Sociais e Culturais (artigos 50º a 61) e, obviamente, pela observância desses direitos por parte do Estado.
Da Constituição, focamos apenas dois artigos essenciais para se pôr fim à ignorância. O direito ao trabalho (artigo º 50º) e a educação e cultura (artigo 59º). É obrigação do Estado assegurar o trabalho e promover a educação e a cultura.
Mas, durante os primeiros cinco anos da nossa independência, o Estado não levou a sério os direitos consagrados na Constituição da República e quase nada fez para acabar com a ignorância.
A UDT propõe-se acabar com este mal que representa um sério obstáculo ao desenvolvimento social, económico, político e cultural de Timor-Leste e defende uma sociedade mais esclarecida, mais informada.
Com o firme propósito de restituir a dignidade aos timorenses e contribuir para a melhoria de qualidade de vida, a UDT aposta na

  • Informação livre e isenta de qualquer poder
  • Acessibilidade dos indivíduos aos meios de informação em geral
  • Sistema de escolaridade obrigatório (Ensino Básico)
  • Criação de políticas de educação
  • Combate “local” ao analfabetismo.

continua

2 comentários:

Robiana Florencio disse...

anacoretaMuitos parabes Maun Alins da UDT. força assim e que e . Podemos nao ganhar hoje mas de certesa que estao no caminho certo da recuperação e reagrupamento do pessoal O importante é não perder o animo e acima de tudo manter sempre limpos, honestos transparencia e respeito pelo Povo martirizado de Timor.

Hussi Povo, Ho Povo , Ba Povo!

Viva UDT!

Mano Fuick disse...

E necessario combater a ignorancia e a falta de informacao acerca da UNIAO DEMOCRATICA TIMORENSE. A falta de informacao limita as pessoas a tomarem a decisao acertada que e filiarem se num partido como a UDT que muito tem a oferecer a Timor e ao seu povo.