quarta-feira, 20 de junho de 2007




O dia de descanso no que respeita à campanha foi bem aproveitado para a cerimónia do hastear da bandeira da UDT em Letefoho.

Um dia inesquecível, carregado de emoção, de memórias dos dias tristes de 1975 e da certeza da força da UDT junto dos seus mais velhos e leais filiados, daqueles que, de olhos marejados de lágrimas, nos confessavam “este será o nosso partido até à morte porque nunca nos esqueceremos do nosso sofrimento como não esqueceremos a morte daqueles a quem foi arrancada a língua até às entranhas apenas porque eram da UDT…”

Viva a UDT!!!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Calcorreando o país de lés a lés!

Os responsáveis pela campanha em cada um dos treze distritos percorrem montes e vales, vão de moto, a cavalo ou a pé, escutando as populações, tomando nota das suas aspirações.
De Norte a Sul, de Lorosae a Loromonu, há duas coisas que se sobrepõem a todas as outra: a Paz e a Justiça!
A UDT empenhar-se-á o máximo para que o povo não veja defraudadas as suas justas aspirações.
Somos um partido que pugna pela paz, amante da paz!
Quanto à Justiça, como tem repetido o Presidente do CSP, João Carrascalão, a UDT não desistirá de que se faça Justiça desde 1975! Só assim será possível, só assim a reconciliação que todos desejamos será interiorizada, vivida na sua plenitude e perpetuada nos tempos vindouros.
Husi Povo, Ho Povo, Ba Povo, a UDT propôs-se e não se esquecerá de perseguir a Justiça. Porque queremos um Estado de Direito e sem Justiça não haverá Estado de Direito!

A Luta contra a Corrupção, a Conspiração e o Nepotismo

A UDT elegeu como a quarta prioridade contida na sua Plataforma Política, a luta contra a Corrupção , a Conspiração e o Nepotismo que são o nosso 4º inimigo!
Um dos principais inimigos do desenvolvimento político, económico e social do nosso país é a corrupção, que se traduz na prática ilícita utilizada por indivíduos sem credo e sem valor moral, para obtenção de benefícios materiais, sem esforço.
Ao fim de cinco anos, o que constitui a pior herança dos vinte e quatro de ocupação estrangeira, mantém-se vivo, podendo mesmo dizer-se que floresceu sob o olhar negligente do Governo.

As Causas

As causas estão bem identificadas: a ganância, a falta de carácter, o dinheiro fácil, o clientelismo, o tráfico de influências, o nepotismo, o suborno, a pobreza e, obviamente, a ocupação indonésia.
As pessoas, em relação umas às outras, têm ideias ou sentimentos variáveis, mas há sempre um certo número de ideias comuns que as aproximam: o desejo de terem um nível de vida condigno. No entanto, há sempre aquelas que, por uma questão de educação e formação, aspiram a um mais elevado nível de vida, a par de uma desmedida ambição de riqueza e de uma enorme cobiça. Estas pessoas são gananciosas e, às vezes, a sua ganância é tão grande que se deixam apanhar pelas teias da corrupção, vendendo a sua própria alma para conseguirem aquilo que, com trabalho honesto e esforçado, não conseguem alcançar.
Os corruptos podem ter temperamentos diferentes mas os seus sentimentos, ambições e ideais são idênticos. São irresponsáveis, indignos e incapazes de medirem as consequências dos seus actos. Actuam à margem da Sociedade em que estão inseridos e mostram-se incapazes de compreender que, com as suas atitudes indignas, influenciarão, negativamente, o processo evolutivo da reconstrução do País.
Subjacente à ganância, o indivíduo sem escrúpulos e sem integridade moral, deixa-se corromper facilmente e tem como objecto de veneração a “árvore das patacas”. O dinheiro fácil não é benéfico ao progresso económico de um País.
É certo que a pouca abundância, as privações, o baixo salário e a falta de meios, levam à Corrupção. A pobreza de espírito também acomoda o indivíduo, facilmente cai na Corrupção. O pobre de espírito recorre ao meio mais fácil, não canaliza os seus esforços na procura de emprego melhor, não cultiva a sua horta.
O clientelismo é uma forma de corrupção passiva, geralmente praticada por indivíduos que ocupam cargos influentes e que se servem dessas posições para, directa ou indirectamente, angariarem clientela para fins políticos, económicos. Ligado ao clientelismo , temos o tráfico de influências Trata-se também de uma forma de Corrupção passiva, exercida por indivíduos que se servem do cargo que ocupam para arranjar posição. Os visados são pessoas com status social elevado, ou seja, pessoas igualmente importantes.
O corrupto, o mau carácter, cria um status que procura que seja reconhecido e “legitimado” pelos outros, expandindo o seu favoritismo aos familiares, parentes, amigos, aproveitando-se do cargo que ocupa.
Através do suborno, consegue-se algo, corrompendo. Este tipo de Corrupção não se compadece com valores éticos e morais. Tanto o que alicia como o que aceita, são pessoas sem escrúpulos e oportunistas. O primeiro porque quer ver os seus objectivos conseguidos a qualquer custo e o segundo, pela oportunidade de conseguir algo, mesmo pondo em causa a sua personalidade e integridade moral. A Corrupção é uma herança dos indonésios. É do domínio público que, durante a ocupação indonésia, era prática corrente a troca de favores, ou seja, faz-se um favor a alguém e recebe-se algo em troca, ultrapassando todas as normas convencionais de moralidade.

As formas de combate

Como formas de combate, a UDT aposta no combate à oportunidade, na denúncia dos oportunistas e de situações, na divulgação das formas de Corrupção/Conspiração/Nepotismo, na Educação cívica, nos mecanismos de inspecção e no combate à criminalidade organizada.
Todos temos o dever de, por qualquer meio, perante a autoridade ou publicamente, denunciar as situações de Corrupção.
Ao abstermo-nos, quer por nos sentirmos “ignorantes”, quer para não criarmos inimigos, ou para mantermos a nossa popularidade e sermos acolhidos como bons, estamos então a contribuir, negativamente, para o progresso do nosso País, e a tornarmo-nos co-responsáveis por esses actos de corrupção.
Há que consciencializar a população em geral sobre as vantagens de cada atitude a tomar para combater o flagelo da Corrupção, da Conspiração e do Nepotismo. A educação da população passa pelo sistema educativo, desde o nível pré-primário ao universitário e complementado por formação profissional.
Esta educação passa também pela Administração Pública e demais agentes que estão ao serviço do interesse público. Passa igualmente pelo simples Homem da rua, através da palavra.
Os meios de Comunicação Social têm um papel muito importante nesta matéria. Há que criar leis de combate à Corrupção e incentivar a sua denúncia.
O crime organizado sem uma Corrupção encoberta e “permitida” não será possível. O poder político tem, por isso, que ter a coragem de implementar um conjunto de medidas legislativas com a específica tarefa de prevenção e averiguação constante de actos de Corrupção.
A “inspecção” é um dos meios de intervenção do Estado, um meio de combate e de prevenção permanente, utilizando funcionários com formação específica na área e com princípios e regras muito rígidas.
Uma pressão fiscal “apertada” poderá constituir um bom travão à expansão da Corrupção.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Viqueque marcou a primeira etapa da campanha da UDT por terras de Lorosae. Uma vez mais, a UDT não enfrentou qualquer dificuldade. A campanha decorreu em ambiente calmo, sem sinais de hostilidade, mau grado a situação de tensão vivida naquele distrito.
Perante a população do suco de Fehan, João Carrascalão, Presidente do CSP da UDT, falou sobre as potencialidades da zona relativamente à agricultura, focando especialmente as zonas de Uato-Lari e Uato Carbau como áreas a ser desenvolvidas .
Por sua vez, Silvestre Oliveira, vice-presidente do CSP, debruçou-se sobre a necessidade de melhorar as vias de comunicação. Sem estradas boas não há possibilidade de escoar os produtos agrícolas dos distritos do interior, disse Silvestre.
Esta manhã o CSP da UDT reuniu-se com observadores da União Europeia que quiseram inteirar-se da política do partido e de eventuais problemas durante a campanha eleitoral.
Em Díli, Augusto Trindade Júnior falou sobre a política da Juventude preconizada pela UDT para os próximos cinco anos.
Melhor ensino, mais atenção aos jovens e mais postos de trabalho foram alguns dos pontos destacados pelo candidato Augusto Júnior.

domingo, 17 de junho de 2007

No cumprimento de mais um contacto com a população, João Carrascalão, Presidente e Silvestre de Oliveira, Vice-Presidente do CSP da UDT estiveram ontem em Behau e Lacló.
Em Lacló, João Carrascalão referiu a situação precária das mulheres e a necessidade da sua valorização.
A UDT não perfilha a ideia da participação da Mulher na vida pública através do sistema de quotas, preferindo empenhar-se na sua valorização como forma de garantir o acesso à vida pública mediante a sua capacidade intelectual e profissional.
A UDT , disse o Presidente do CSP, é sensível aos problemas que a mulher enfrenta quer como contribuinte para o bem estar económico e social da família, quer como mãe, como dona-de-casa. Falando sobre a violência doméstica, João Carrascalão afirmou que as medidas existentes para a denúncia do acto pela mulher vítima de violência devem ser acompanhadas com medidas no sentido de minorar os problemas que a maior parte das mulheres enfrenta quando o marido se nega a voltar para casa e a continuar a sustentar a família, criando-se dessa forma nova situação de precariedade e de conflito familiar que a mulher não consegue resolver por falta de apoio estatal e também porque não possui independência económica que lhe permitam enfrentar esses novos problemas.

sexta-feira, 15 de junho de 2007



Contacto com simpatizantes e população de Aiturik Laran,Surik Mas e Bidau.
Em entrevista à RTTL, João Carrascalão mannifestou a poisção da UDT contrária à a amnistia aprovada no Parlamento Nacional já em tempo de campanha eleitoral.
Em Bidau, o Presidente do CSP prestou homenagem às vítimas e garantiu que a UDT continua a defender a Justiça para todos os crimes cometidos em 1975.
Em Surik Mas, a injustiça serviu de mote para um diálogo vivo com a população local.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

É urgente combater a Injustiça!



Todos os cidadãos são iguais perante a lei, gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos aos mesmos deveres.
Ninguém pode ser discriminado com base na cor, raça, estado civil, sexo, origem étnica, língua, posição social ou situação económica, convicções políticas ou ideológicas, religião, instrução ou condição física ou mental.”, consagra a Constituição da RDTL no capítulo dedicado aos Direitos, Deveres, Liberdades e Garantias Fundamentais, Artigo 16º sobre a Universalidade e Igualdade.

Infelizmente, o que está consagrado na Constituição não foi posto em prática e, por isso, longe de desaparecer com os alvores da independência, aumentaram os sinais da Injustiça no nosso país.
A UDT identificou as causas e a 3ª prioridade apresentada na Plataforma Política da UDT centra-se precisamente no combate à Injustiça.
A Injustiça existe onde existe Corrupção, Racismo, Subserviência, Vazio Legal, Interpretação Abusiva da Lei, Desigualdade de oportunidades, Clientelismo, Partidarismo, Enfeudamento, Perseguição, Abuso de poder, entre muitos outras causas.

Porque existe Injustiça?*

A Corrupção é bastante tolerada, com a obtenção ilícita de contrapartidas, a troco de serviços ou benesses; a cor da pele ou a origem de um timorense funciona como bandeira para alguns políticos criando motivos de segmentação profunda na sociedade timorense.
O emprego, o subsídio e as preferências existem na justa medida da cor política e do interesse partidário que se coloca acima do País.
Ao mesmo tempo, transformam-se as organizações e instituições em feudos corporativos de grupos
Usa-se e abusa-se do Poder, provoca-se a submissão de quem precisa, criando maior dependência, provoca-se a perda de dignidade do Povo, persegue-se quem pensa diferente e bloqueia-se a acção da Justiça.
De mão dada com o abuso de poder anda a prepotência. Provocada pela falta de capacidade de liderança, da incompetência. Como resultado, domina-se pela força.
Identificadas as causas, a UDT apresenta alternativas para o combate à Injustiça e aponta como caminhos o respeito pela Lei e pela Ordem, pelos Direitos do Homem, pela defesa da Liberdade, pela independência da Justiça. Porque a UDT defende a existência de um Estado de Direito, onde haja justiça social e transparência da vida pública e do Poder instituído.
A UDT entende que não devemos ser intolerantes por causa da diferença, porque somos “TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS”.
A UDT entende que não são toleráveis situações de desigualdade no cumprimento da Lei, nem permitir que uns possam desrespeitar a Ordem encobertos pela autoridade. Para a UDT, as Leis são iguais para todos e ninguém está acima da Lei.
A UDT defende a independência, a imparcialidade e a isenção da Justiça que nunca deverá estar dependente do Poder.

*Excertos Plataforma Política da UDT.

continua